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Piracicaba, São Paulo, Brazil
Religioso pertencente à Congregação Salesina, licenciado em Filosofia, Bacharel em Teologia e pós graduando em Counseling. Como principal missão do carisma de Dom Bosco, nós salesianos realizamos o acompanhamento do projeto de vida e do crescimento espiritual e humano dos jovens, para que realizem um fecundo e transformador encontro com Jesus Cristo. Desenvolvo, também, atividades na área de artes plásticas e pesquisa na área de Mística e Espiritualidade

sábado, 5 de junho de 2010

10ª Semana do Tempo Comum - Ano C


1 Reis 17,17-24
Sl 29(30)
Gl 1,11-19
Lc 7,11-17

Deus veio visitar o seu povo

A iniciativa de Deus, como projeto de amor para com a humanidade, expressa, sobremaneira pela encarnação, vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus nos quer ajudar a refletir sobre a compaixão e a misericórdia.
Atentos ao que nos apresenta o livro dos Reis, somos convidados a responder com generosidade aos apelos de Deus, como a viúva de Sarepta acolhe Elias em sua casa. Sua fala é significativa e simbólica. Na tradição judaica, as enfemidades vem como preço do pecado.
De fato, podemos afirmar que o salário do pecado é a morte, como assumimos na tradição cristã. O que não pode ficar esquecido em nós é que a misericórdia e o amor de Deus prevalescem sobre a morte causada pelo pecado. Eis o mistério Pascal de Jesus Cristo! Vencendo a morte nos livra das consequências do pecado. É nossa Salvação.
A Salvação é prefigurada no Evangelho de Lucas no relato da viúva de Naim. Relato muito próximo daquele do primeiro livro dos Reis, também nas aproximações teológicas: Jesus, como Elias, é chamado de grande profeta. Há, porém, um acréscimo: a multidão acrescenta que Deus veio visitar o seu povo.
Visitar então torna-se o grande sinal da iniciativa de Deus, que quer sempre o bem da humanidade, mesmo que esta esteja afastada de seu infinito projeto de amor. Deus não desiste de seu povo. Deus não desiste de nós! Quer que sejamos seres humanos autênticos, capazes de realizar grandes coisas a partir da experiência de amor que fazemos. Não um simples amor que exige do outro reciprocidade, mas um amor que parte do Outro e para Ele retorna, levando consigo a transformação das situações de morte que geram sofrimento na humanidade. Eis o sinal de Elias para seu povo. Eis o plano de Salvação de Jesus Cristo para nós!
Que possamos, como São Paulo, na carta aos Gálatas, despir-nos de todos os medos e inseguranças e nos lançar na grande aventura da Evangelização, testemunhando com a vida e procedendo a partir daquilo que acreditamos. Afinal, Deus veio nos visitar!
E continua sua visita...

sábado, 14 de novembro de 2009

33º Domingo do Tempo Comum - Ano B

Dn 12,1-3

Sl 15

Hb 10,11-14.18

Mc 13, 24-32





Passará o céu e a terra. Minhas palavras, porém, não passarão.

32º Domingo do Tempo Comum - Ano B


1Rs 17,10-16
Sl 145
Hb 9,24-28
Mc 12,38-44

sábado, 24 de outubro de 2009

31º Domingo do Tempo Comum - Ano B


Dt 6,2-6 Sl 17 Hb 7,23-28

Mc 12,28b-34

Viver no amor e ser livre


sábado, 17 de outubro de 2009

30º Domingo do Tempo Comum - ano B



Jr 31, 7-9

Sl 125

Hb 5 1-6

Mc 10, 46-52



Eu sou um pai para Israel

Eis o centro da relação do povo com Deus. Vivida e testemunhada por Jesus e prefigurada no livro de Jeremias que a liturgia deste domingo nos presenteia.
A retirada do exílio da Babilônia anunciada em Jeremias e aclamada no Salmo 125 remetem a constante preocupação de Deus com seu povo. Relação esta, que pela epístula aos Hebreus, é mediada pelo sumo-sacerdote Jesus Cristo, ao qual toda a Glória foi dada pelo Pai. Também os sacerdotes chamados por Deus são chamados, por sua vocação a auxiliar o povo em sua reconciliação com Deus pelos pecados cometidos e pelos seu próprios pecados e fraquezas.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

29º Domingo do tempo comum

Is 53, 2a.3a.10-11
Sl 32
Hb 4, 14-16
Mc 10, 35-45

Serviço, Misericórdia e Graça
Dai-nos a graça, Senhor, de estarmos sempre ao vosso dispor e vos servirmos de todo o coração!
Como, em certas ocasiões da vida, afirmar isso se torna difícil!
Inúmeras vezes, acreditamos que a vontade de Deus se cumprirá sem nenhum sofrimento humano. Como meta, isso está correto. Porém, a fragilidade de nossa condição humana nos impede de viver somente na luz.
Luzes e sombras são nossas companheiras de existência. Com Jesus Cristo não foi diferente. Era necessário que o Servo dos sevos, o Filho sofresse para que fôssemos justificados pelo seu sofrimento e para que pudesse assumir sobre si os nossos pecados.
Pela graça deste gesto de amor de Cristo, alcançamos de Deus misericórdia, como nos recorda a epístola aos Hebreus. Mas, também nós, seguidores e discípulos de Jesus, que perseveramos na profissão de fé, somos chamados a testemunhar, diante dos sofrimentos do mundo e das fragilidades que trazemos em nossas próprias sombras, que somos batizados, e queremos, pela graça do Pai, tornarmo-nos dignos do batismo que recebemos a fim de que também nossas vidas sirvam para o resgate de muitos mediante nosso serviço.
Ser servidor do Pai exige de nós, em configuração com Cristo, nosso modelo e fonte, resistir as tentações do poder, da honra e da glória de sermos chamados cristãos e assumir a condição de servidores dos últimos, irmãos dos excluídos, sofredores com os que padecem de fome, frio e pobreza.
A lógica do Reino de Deus instaurado por Cristo é diferente: quem quer ser o primeiro, seja o último. Tal afirmação é por demais clara e incisiva que não permite comentários ou elocubrações exageradas.
Concedei-nos, Senhor, a liberdade necessária para viver em tal lógica!

sábado, 10 de outubro de 2009

28º Domingo do Tempo Comum - Ano B

Sb 7,7-11
Sl 89
Hb 4,12-13
Mc 10,17-30

Jesus Cristo , a Sabedoria, a Palavra de Deus.

A riqueza poética que a liturgia deste Domingo nos proporciona só pode fazer crescer a nossa fé, seja pela beleza dos textos da Sabedoria e da Epístola aos Hebreus, seja pelo comprometimento que Jesus nos apresenta pelo Evangelho de Marcos.
Em diversas ocasiões de nossa vida queremos nos esconder de Deus, seja pelo sentimento de culpa, seja pela consciência de nossa condição de pecadores, seja pela indescritível ânsia de nos querermos colocar no lugar de Deus e nos tornarmos juízes dos nossos irmãos e irmãs. Tudo isso nos afasta da verdadeira Sabedoria, tudo isso nos afasta da Palavra de Deus, tudo isso nos afasta de Jesus Cristo.
Esta parece ser a maior riqueza que queremos garantir em nosso egoísta sentimento de posse: o apego a nós mesmos e à nossa autossuficiência.
Mas, dentro da infinita misericórdia de Deus, não acontece assim! Ele ofecere a Sabedoria como dom, como graça, como gratuidade. Sua Palavra é viva e eficaz e é ela quem julga as disposições de nosso coração. Enfim, em seu desígnio de amor, nos oferece Jesus Cristo, encarnação da Sabedoria e da Palavra, que assume para si nossa condição pecadora e nos abre os olhos ao horizonte da Salvação.
É Jesus, Sabedoria Divina e Palavra realizada, quem nos leva a proclamar que somente Deus é bom e que, apesar de nosso apego e egoísmo, na perícope de Marcos, apresentada com a personagem do homem rico, jamais prescinde da possibilidade de Salvação de todo o gênero humano.
Certamente poderíamos nos perguntar: Nossos méritos conseguirão alcançar a Salvação eterna? Ficaríamos desiludidos ao olharmos para tantas e tantas propriedades - materiais, espirituais ou psicológicas - que possuímos e das quais não queremos abrir mão, mesmo tendo conhecimento de que nada é maior do que a verdadeira Sabedoria. Nossos merecimentos parecem desaparecer com nossa pequenez.
Porém, Deus concede-nos a Salvação gratuitamente, pois para ele nada é impossível. Pede de nós uma resposta, entretanto: Em nossa liberdade de filhos no Filho, inseridos no mistério Pascal de Cristo pelo Batismo, solicita a abertura do coração e o acolhimento da graça, que, no Espírito, tranforma tudo pelo critério do Amor.
Já não são mais as propriedades que nos interessam, mas comente a Sabedoria, somente a Palavra, somente Jesus Cristo.
Somente nos importa receber cem vezes mais: irmãos, casas, mães, filhos, terras e perseguições, também frutos da graça de Deus e no futuro, a vida eterna. Vida de Deus.
Dai-nos, Senhor, a vossa Sabedoria.